O dedo certo.

Estávamos a caminho da casa da tia. Marido, mulher e crianças acomodadas em cadeirinha e bebê conforto.

De repente somos surpreendidos pela seguinte frase: “Que estranho, ele gosta de chupar o fura-bolo…”

- Como assim?

- Olha pra ele, ele chupa o fura bolo e os outros bebês gostam muito mais do cata-piolho!

Olhamos para o bebê e ele estava com o dedinho indicador na boca, enquanto o irmão largava o sorriso mais frouxo do mundo, mostrando o polegar de dizendo: “ei, tu tem que chupar esse, ó!”

:)

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Twitter é a nova arma do consumidor

é amigo… o que uma @ não faz…

quem me convenceu disso foi a minha irmã do meio, Daniela (provando que os filhos do meio tem o seu valor), que já tinha tido uma experiência com a TV por assinatura da primogênita.

pois é… meti a @ pra cima e reclamei pelo twitter com uma empresa de cartão de crédito, que estava toda serelepe divulgando as vantagens da aquisição de seu produto, enquanto eu sofria cobranças indevidas há seis meses e reclamava sem sucesso.

resultado: resolvido em dois dias, com direito a torpedo informando a solução, com protocolo, pedido de desculpas, etc.

agora estou usando a poderosa arrobinha para resolver com uma outra empresa o segundo produto que me mandam quebrado. reclamei e o substituto veio quebrado também, depois eu dou o resultado.

é pessoal, qualquer problema, saquem as suas @s e sejam felizes.

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Sonhos.

Engraçado não sentir saudade de nada do que vivi.

Fácil seria concluir por uma vida atual muito boa, que me impede de desejar voltar ao passado, mas sinto que não é isso.

Lembro de muitas coisas com carinho, mas não gostaria, nem por um segundo, de vivê-las novamente.

Agora, a saudade dos meu sonhos às vezes me sufoca. Não por não tê-los realizado, mas por ter parado de sonhar com determinadas coisas. Parei de pensar que esses sonhos valem a pena e simplesmente guardei nas profundezas da minha memória para sofrer por eles de vez em quando, em um dia ruim.

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Bebê ranzinzaaaa.

Então, o que poderia eu esperar de um filho meu?

Pois, ele já reclama. :D

Reclama por tudo, tudo o que um recém nascido pode reclamar: fome, fralda suja, dor, calor, frio e outras coisas que eu, sem entender gemidinhos e chorinhos, continuo chutando.

Pois é, aqueço as mãos, troco a fralda, abro a janela, massageio a barriguinha e vou tentando, tentando, até ele parar de reclamar.

Aí vou me arriscando a decifrar. O choro estridente pode ser fome ou dor. O gemidinho é calor, gemidinho com perninhas e bracinhos balançando pode ser frio e assim vamos tentando nos comunicar entre carinhos, mantinhas e ginástica com as perninhas até ele poder dizer: aê, mãe, agora é só mal humor mesmo…

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Motivos para vir aqui e falar, 12 dias após o nascimento dele, o quanto amo o meu filho?

Não, não tenho nenhum.

Não tenho nem tempo, na verdade. Tudo o que me sobra tento transformar em descanso, momentos com o marido e comida que me sustente durante o aleitamento, que está uma maravilha.

Se ele é lindo? Nossa, eu tinha até a intenção de dispensar o clichê, mas é impossível, ele veio caprichado e eu não poderia querer mais delicioso.

O amor está aqui, em cada parede da casa, em cada palavra de cada membro da família.

Eu estou conhecendo o meu bebê. Não, isso não é automático como o amor que nasce desde os tempos da barriga, eu sinto a necessidade de investigar o meu filho e começar a perceber as necessidades daqueles olhinhos.

É, desde que colocaram ele todo sujinho encostado no meu rosto não consigo imaginar minha vida sem ele, e é difícil conter as lágrimas quando consigo acalmar aquele chorinho de gengiva da madrugada.

Não dá para entender, eu não entendia, só agora, quando entro no quarto e falo com ele, ponho nos braço e vejo ele tentando me olhar nos olhos é que sei o que sentem as mães.

Essa delícia que não se entende e nem dá para explicar.

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O “yellow submarine” do meu filho

Um quartinho idealizado com amor.

Nos mínimos detalhes.

Para acolher o soninho gostoso.

As mamadas.

E Deus sabe lá mais o quê.

Do filho que ainda não nasceu, mas já tem seus brinquedos.

Seus próprios discos.

Um nome.

E malas prontas para a maior viagem de sua vida.

É, filho, esse quarto representa a minha vida sendo preparada, modificada, para receber você, o filho que eu quero ter.

Espero que no futuro, quando você olhar para essas fotos, saiba o quanto lhe desejei e o quanto me preparei para lhe receber. É o amor de mãe, que faz de um quarto um mundo perfeito para o seu filho.

Isso enquanto não pode tornar perfeito o mundo inteirinho.

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Reta final

Do quarto ao nono mês as coisas mudaram bastante.

Não só o tamanho da barriga, que, como vocês podem ver, cresceu consideravelmente, mas, principalmente, o tipo de expectativa que tenho feito.

Não espero mais mudança no meu corpo, não espero mais os primeiros chutes, apenas me divirto com os inúmeros solavancos, por vezes noturnos, que me interrompem o precioso sono.

É, mas com eles vem a certeza de que meu filho está bem, então, pode brincar, filhote.

O pai fica louco em poder ver as ondinhas que vão se formando na barriga, participa, toca e sorri orgulhoso do filho tão “forte”.

Benjamin já está com 3kg, aproximadamente, um bebezão, de cabeça para baixo, com todos os indicativos de saúde que pode ter alguém em processo de gestação.

A ansiedade por ter nos braços o bebê que carreguei no ventre, durante os últimos oito meses, com o maior cuidado, está com os dias contados.

Mas, enquanto você não chega, filho, a mamãe continua assim, sonhando com você.

*Fotos por Filipe Oliveira, Diana Meira, Diana Moura e Artur Rodrigues, tios por escolha. Da mãe.

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Menos de um mês

Filho, deixa a mamãe dormir.

Afinal, quando você nascer, a mamãe vai ficar acordada o dia inteiro, e a noite também.

Só um pouquinho, filho, não dá para voltar a chutar amanhã pela manhã não?

Não, né? Ok, deve ser difícil mesmo ter apenas um cordão umbilical pra se distrair.

Mas aguenta mais um pouquinho daí, que eu me viro daqui e assim a gente tem…pouco mais de 20 dias?

Meu Deus, quanta ansiedade!

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Na saúde.

Tem gente que passa por coisas do arco da velha, eu sei.

Ficar sem poder andar, enxergar, ouvir.

Sempre pensei nisso como uma coisa pavorosa, mas nunca me solidarizei tanto com essas pessoas como agora.

A médica disse: evite pegar peso, dirigir, subir escadas, fazer movimentos bruscos.

E eu, firme no propósito de não provocar uma situação indesejada, sigo as recomendações.

Ocorre que determinadas coisas passam a não depender apenas de você, e aí é onde reside o problema.

Eu fico muito constrangida com a dependência, sempre fiquei. E, obrigada a pedir coisas bobas, o que me desespera, sinto desprazer da falta de boa vontade nas horas em que mais preciso.

É, mas funciona como um teste também. Na saúde é fácil, não?

E faltam menos de dois meses, afinal.

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Felizes dos que…

…conseguem se emocionar, viver a alegria e a tristeza do outro como suas, ainda que por alguns segundos, e ter algo de sua própria vida para valorizar após a grata experiência.

Não respeito o charme dos insensíveis, dos que não são capazes de compreender a lágrima alheia, não simpatizo nem mesmo com a discrição que essas pessoas cultivam ao oferecer um abraço.

O excesso de racionalização das sensações não é apenas desagradável. É monótono.

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